Mapas de Espelho – Dizes, agora, só para ti

dizes, agora, só para ti

 

Ela detonava os olhos no mármore, dominada atrevia o seu coração a depositar-se nele até um dia perder:
a sua revolta e o mármore desaparecer sob a sua noite encastrada à revelia. O calcário absorvia tudo e todo o seu calvário se
lhe iluminava: todas as manhãs ia depositar a sua vida e recolher-se noutra
branca certeza que lhe revigorava a febre mansa, dizes, agora, só para ti.
Treinado no silêncio o seu coração embranquecia, e tu vagueavas por entre: essas moradas brancas silenciosas, sem saber
que treinavas o coração para a brancura e um dia terias essa febre sustendo-te
– sob os olhos –
outra infância, dizes, agora, só para ti.

 

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